terça-feira, 23 de abril de 2013

Três piores maneiras de consumir whey protein





Conheça três maneiras das quais você não deve consumir o seu Whey Protein!

O whey protein é um dos suplementos não só mais utilizados no mundo inteiro mas também um dos suplementos com maior eficácia em termos de aproveitamento e ação. Servido para diversos objetivos, sejam eles voltados ao ganho de massa muscular, a perda de gordura corpórea, a manutenção do peso ou simplesmente um melhor aporte proteico, o whey protein hoje é implantado com altíssimas tecnologias pelas mais diversas empresas de suplementos nacionais e internacionais. O que antes, simplesmente não passava da retirada do soro do leite, hoje se tornou um produto de ponta, com proteínas cada vez mais melhoradas para o melhor aproveitamento pelo corpo, envolvendo desde as mais simples até as mais complexas filtragens e hidrólises. Isso, sem contar com a adição de diversos compostos benéficos tais quais vitaminas, sais minerais, enzimas digestivas, entre muitos outros.

                           

Entretanto, não é nada incomum vermos pessoas que não consomem sua proteína de maneira adequada e, muitas vezes devido a falta de orientação por bons profissionais de nutrição. O resultado disso é que estaremos jogando dinheiro na lata do lixo, lembrando que o whey protein hoje não é um dos produtos mais baratos. Portanto, se você valoriza seu dinheiro, mas acima disso quer ter bons resultados, não deixe de conferir as três piores maneiras de consumir whey protein e evite-as.

Antes, devo lembrar que essas especificações englobam o uso do whey protein visando a qualidade de atletas ou esportistas praticantes de musculação e não simplesmente pessoas que utilizam a proteína em outras finalidades (como, por exemplo, em casos de cirurgia bariátrica, desnutrição etc).

1 – Consumir Whey Protein com comida

Se o objetivo do whey protein é ser rapidamente absorvido após sofrer pouca ou nenhuma digestão, é incoerente consumirmos tal proteína com alimentos sólidos, principalmente se estivermos falando de alimentos sólidos proteicos de origem vegetal. Isso não só causará um retardo na absorção do whey (quebrando por completo sua finalidade neste caso), mas também poderá inibir parte da absorção do mesmo, visto que proteínas de origem vegetal normalmente devem ser consideradas com seu aminoácido limitante. Alimentos sólidos ainda conferirão uma absorção lentificada ao whey protein em contrapartida com um pico de aminoácidos grande na corrente sanguínea que, por conseguinte também cairá rapidamente, deixando muitas vezes o corpo carente por nutrientes. Portanto, comida sólida, com comida sólida e, deixe o whey para momentos mais oportunos como o pós-treino.

2 – Consumir whey protein com frutas
Sim, apesar das frutas também serem englobadas na “comida” como citado acima, elas merecem uma atenção um tanto quanto especial. Essa atenção se deve em primeiro lugar as recomendações pífias de muitos lamentáveis profissionais que recomendam a utilização dessa maneira.

A grosso modo, se imaginarmos que o whey protein deve ser consumido com carboidratos de fácil digestão, poderíamos cogitar a hipótese de que as frutas seriam uma boa opção, principalmente as com maior teor de açúcar, não é mesmo? Pois bem, mas, se lembrarmos, a frutose (grande parte do carboidrato presente nas frutas) possui um impacto glicêmico relativamente bem menor do que a glicose. Além disso, ela está associada com alguns distúrbios gástricos, demora mais para ser metabolizada e, pasme, inclusive está associada com a resistência à insulina, ou seja, totalmente o contrário do que um praticante de musculação busca.

Frutas ainda normalmente possuem um teor considerável de fibras, fazendo com que o retardo do esvaziamento gástrico seja ainda maior… O resultado é que novamente perdemos o benefício da rápida digestibilidade e, consequentemente absorção do whey protein.

3 – Utilizar whey protein em todas as refeições

Quando falamos de proteínas, diversas são as fontes e, consequentemente diversas são as configurações protéicas de cada uma delas. Com isso, obtemos diferentes respostas frente adigestibilidade, absorção, valor biológico, aminograma, tempo que os aminoácidos ficam circulantes no sangue, interações proteicas entre muitas outras.

Especificamente falando do whey protein, temos uma proteína pré-digerida ou em muitos casos totalmente hidrolisada, proporcionando assim uma absorção rápida, visto que os processos digestivos são antecipados. Além disso, naturalmente as proteínas do leite possuem uma ótima digestibilidade pelo corpo, o que já faz o whey protein possuir um ótimo aproveitamento no corpo, além, claro, do seu altíssimo valor biológico e suas altas dosagens de L-Leucina, extremamente importante na síntese muscular e no estímulo da mesma.

Entretanto, da mesma forma que os aminoácidos decorrentes do whey protein entram na corrente sanguínea, eles também causam uma alta hiperaminoacidemia. Por conseguinte, como quase tudo que promove uma rápida resposta no corpo, essa hiperaminoacidemia tende a cair mais depressa, quando comparado com outras fontes proteicas de lenta digestão como a caseína, a albumina do ovo ou até mesmo algum tipo de carne, seja bovina, de aves ou peixes.

Desta forma, se utilizarmos whey protein durante o dia no lugar de proteínas sólidas ou até mesmo líquidas, mas com configuração que as permita ser digeridas por mais tempo, teremos um balanço nitrogenado nada interessante (isso, sem contar o dinheiro jogado no lixo). Ter um balanço nitrogenado positivo é essencial durante o processo de ganho de massa muscular ou até mesmo para a manutenção da mesma.

Falando ainda do whey protein, ele possui um estímulo significativo na insulina, devido aos teores de L-Leucina e por seu aminograma como um todo. Isso, possivelmente pode fazer com que haja algum acúmulo de gordura, apesar de não haver nada que possa comprovar isso. Portanto, caso queira utilizar whey protein entre as refeições, você até pode fazê-lo, desde que, neste caso, combine-o com outras fontes proteicas como a caseína e a albumina e, se possível, adicione outros alimentos que retardem um pouco a digestão como alimentos fibrosos ou fontes de lipídios (com exceção de lipídios de cadeia média e curta que NÃO retardam o esvaziamento gástrico).

Conclusão

O Whey Protein é uma ótima fonte de proteína, desde que bem utilizado, da maneira correta e nos momentos corretos. Lembre-se que o whey protein é um complemento nutricional e não substitui uma alimentação equilibrada.

Ainda não tem o seu Whey Protein?

                                    

Hipercalóricos engordam?



O anabolismo muscular sempre foi enfatizado por pesquisadores, mas atualmente a nutrição esportiva têm se preocupado também com o catabolismo muscular, processo no qual ocorre a degradação do tecido muscular para obtenção de energia.

O hipercalórico é recomendado para pessoas com metabolismo acelerado que mesmo com uma dieta equilibrada não consegue adquirir ou manter o peso (massa muscular), precisando consumir o suplemento.



Hipercalórico engorda?
O objetivo do hipercalórico é o ganho de peso, e não de gordura, através da sua alta concentração de calorias boas. O que pode fazer com que a pessoa engorde é o consumo inadequado, uma dieta irregular(gordura, doçura, fritura...), metabolismo lento e não falta de atividade física, havendo consequentemente o ganho de gordura.




A composição de um Hipercalórico é praticamente,proteínas de alto valor biológico (AVB), aminoácidos, carboidratos complexos, vitaminas e minerais. Geralmente possuem creatina, glutamina, carnitina, BCAA. Os melhores Hipercaloricos são constituídos por menos açúcar e mais concentração de proteínas de boa qualidade. Na hora de fazer a sua escolha, você deve considerar o tipo de proteína que o Hipercalórico posui. O Whey Protein é uma proteína de alto valor biológico e é o mais nobre. Avalie se o produto é composto de apenas uma fonte de proteína, ou mais, na hora de fazer a comparação entre eles. Avalie também a quantidade e proporções de proteínas por dose. Naturalmente os produtos com mais proteína são os mais caros.


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segunda-feira, 22 de abril de 2013

LIPO 6 - Nutrex





Lipo 6 representa hoje o termogênico mais pesquisado na internet e não é atoa. A Nutrex acertou em cheio quando pensou em criar o Lipo 6, sabemos que a empresa recebe uma grande participação nos lucros da comercialização do produto. Foi tão empreendedor, que surgiram novas versões e ainda surgem com o passar do tempo.


Lipo 6:

Ele entrou no mercado em 2005 como um fat burn totalmente novo e desconhecido. As pessoas não tinham conhecimento do que era este suplemento. Com o passar dos anos o produto foi ganhando popularidade e foi registrado e aprovado para ser comercializado de fato no Brasil e Estados Unidos da América, visto que os emagrecedores comercializados em nosso país receberam aprovação da ANVISA.

A Nutrex recebeu o prêmio do Lipo 6 como melhor queimador de gordura por 5 anos consecutivos: 2005, 2006, 2007, 2008 e 2009. Uma surpreendente classificação que este produto conseguiu receber.

Com o passar dos anos, o Lipo 6 foi ganhando mais e mais popularidade até os dias atuais, representando o termogênico mais vendido e talvez o melhor, tendo como base os suplementos aprovados e legalizados para comércio.

Propriedades do Lipo 6:

O Lipo 6 possui uma fórmula simples e ao mesmo tempo eficaz, são ingredientes testados e aprovados, ou seja, não possui riscos de prejudicar à saúde. Ele conta com estimulantes bem trabalhados, a cafeína e sinefrina, sabendo que os estimulantes são os ingredientes chaves para que um termogênico seja bom. Além de bioperina, que é o ingrediente utilizado para maximizar a absorção dos nutrientes encontrados na fórmula do Lipo 6. A ioimbina por tradição é utilizada para tirar a fome, assim como para queimar as gorduras viscerais como mostram estudos recentes. Estas são as últimas gorduras a serem queimadas em fase de cutting, as mais resistentes.

Conclusão:

O Lipo 6 pode ser a melhor opção para você queimar gorduras e emagrecer, visto que o emagrecedor não fará nada sozinho. Há necessidade de seguir um plano alimentar com baixas calorias e aumentar o gasto calórico com exercícios aeróbicos. Somando tudo isso e usando o Lipo 6, é inevitável que o processo de emagrecimento seja propício no seu organismo.

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quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Hipertrofia em 10 dicas


Hipertrofia em 10 dicas

Dietas Hipertrofia em 10 dicas

1. Evite dietas restritivas

Um dos erros mais comuns em dieta para o ganho de massa muscular é consumir quantidades adequadas de proteínas, mas não ingerir calorias suficientes para suprir o corpo de energia. É verdade que seu corpo necessita de proteínas para crescer, mas se esta medida for acompanhada de uma dieta muito restritiva em calorias, de nada vai adiantar.
dieta com pouco carboidrato e muita proteina pode causar avc diz estudo Hipertrofia em 10 dicas

2. Consuma carboidratos

Carboidratos são utilizados como combustível para os exercícios. Se o corpo não tem reserva em carboidratos, ele terá que obter nas proteínas a energia de que necessita para treinar. Além disso, os carboidratos têm um papel importante na liberação de insulina, que é um hormônio anabólico, atuando inclusive na construção das proteínas.

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 3. Consuma proteínas

Músculos são construídos com proteínas, disso você já sabe. Mas qual a quantidade ideal de proteínas que você deve ingerir? O ideal para praticantes de atividades físicas é consumir de 0,8 g a 1,5 g de proteínas para cada quilo corporal. Ou seja, se você pesa 70 kg, deve consumir de 56-105g de proteína/dia. O ideal é dividir esta quantidade em pequenas porções ao longo do dia para melhor absorção e assimilação. Boas fontes de proteínas são carnes magras, frango, peixe, whey protein e clara de ovo.

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4. Fracione suas refeições

O ideal é fazer 6 refeições por dia. Pode parecer muito mas, na verdade, não é. Embora exija bastante disciplina, comer porções menores e mais vezes ao dia compensa no final. Uma razão é a liberação freqüente de insulina. Quando você come, o nível de glicose no sangue aumenta e a resposta do organismo para isso é a liberação deste hormônio que, como já dissemos, é um potente anabólico.
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5. Ingira gorduras do bem

Não ingerir gorduras do bem é um dos erros das pessoas que desejam ganhar músculos. Há uma importante ligação entre a gordura e os níveis de testosterona, um dos principais hormônios ligado ao ganho de massa muscular e à diminuição da gordura corporal. Boas fontes de gorduras benéficas são: salmão, que é rico em ômega 3, azeite, óleo de linhaça e CL.

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6. Faça uma boa refeição pré-treino

Na refeição pré-treino ingira carboidratos de digestão lenta – arroz, macarrão e grãos integrais, feijões, batata-doce. Como a conversão destes carboidratos em glicose demora mais tempo, o nível de açúcar no seu sangue se manterá constante durante todo o treino e você terá energia para treinar por mais tempo e mais intensidade. Incrementando esta refeição com uma fonte magra de proteína, você maximiza seus ganhos.

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7. Faça uma refeição pós-treino de qualidade

A refeição pós-treino deve ser rica em carboidratos de fácil digestão – abacaxi, banana, manga, melancia, papaia, pão branco, mel, aveia, geléias, dextrose – e em proteínas completas, como peito de frango e whey protein. Quando você treina, você coloca seu corpo em estado de catabolismo (quebra). Você destrói as fibras musculares para que elas sejam construídas maiores e mais fortes. Mas se você não se alimenta apropriadamente, seu organismo não poderá fazer esta reconstrução com eficiência.

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8. Beba bastante água

Isso não pode ser esquecido. Mais de 70% do nosso corpo é água e se você está desidratado, seus músculos não crescem. Após treinos longos e intensos, é necessário repor não só água, mas também os sais minerais e os carboidratos perdidos. Para isso, os sports drinks são excelentes opções.

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9. Use suplementos

Suplementos funcionam, contanto que você treine. Comece com proteínas, glutamina, carboidratos e multivitamínicos. Outra boa indicação são os packs. Eles contêm combinações específicas de macro e micronutrientes.

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10. Descanse

Descanso é essencial para a construção muscular. Se você não descansa, seus músculos não crescem. Esse descanso engloba as 48h entre uma série e outra (sempre alterne os grupamentos musculares exigidos), as pausas entre os grupos de repetições (de 60 a 90 segundos) e as horas de sono. Para saber de quantas horas de sono você necessita para se recuperar, desligue o despertador. Você acordará quando seu corpo estiver descansado.

Fonte: http://www.medortomolecular.com

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Aeróbios em Jejum: Realmente é a Melhor Maneira de Queimar Gordura?



Quando o assunto é queima de gordura, esta é sem dúvida, uma das perguntas mais freqüentes entre os praticantes de atividade física. Para alguns, a atividade aeróbia em jejum pode ser a melhor maneira de perder peso; para outros, uma atividade extremamente prejudicial. Entre estas duas vertentes,  há  ainda um terceiro grupo: o daqueles que se encontram em cima do muro, sem saber ao certo se a prática de fato funciona ou não. Esse é um assunto tão pertinente, que sempre gera polêmica e controvérsia quanto é abordado. Neste artigo, tentaremos abordar a questão da forma mais imparcial e, principalmente, científica possível.

Antes de tudo, precisamos esclarecer alguns pontos para estabelecermos nossa discussão, a saber: 1) Em que estado fisiológico e nutricional se encontra o indivíduo em questão? 2) Qual a intensidade adotada neste tipo de atividade? 3) Deve haver um condicionamento prévio para a prática? Vamos tentar elucidar estas questões através da compreensão da nossa capacidade bioenergética.

Comecemos pela idéia de que para realizar trabalho, é preciso energia. Esta fonte de energia pode ser proveniente de três grandes fontes: Carboidratos, Proteínas e Lipídeos. Note que estas fontes de energia são utilizadas de acordo com o status metabólico do indivíduo: Repouso ou atividade, oferta ou privação de nutrientes, presença de treinamento prévio (condicionamento) ou não etc.

Sabemos que durante o repouso, a maior fonte de energia para suprir as atividades vitais advém da oxidação das gorduras (cerca de 66% da contribuição energética), enquanto os carboidratos desempenham um papel secundário (cerca de 33%) e as proteínas ficam em último lugar, representando apenas 1% do valor total. Observe que esta divisão percentual indica uma pessoa saudável e bem-nutrida. Alguns fatores podem mudar drasticamente estes números (intensidade do exercício,  stress, disfunções hormonais, estados de carência nutricional, estados patológicos, utilização de ergogênicos, etc.)

LIMIAR DE LACTATO E LIMIAR ANAERÓBIO

Quando iniciamos qualquer atividade, automaticamente esta solicitação se altera e passamos a utilizar preferencialmente carboidratos em vez de gorduras. No nosso organismo, estes carboidratos encontram-se estocados no glicogênio contido no fígado e nos músculos. De acordo com a intensidade, esta contribuição glicolítica tende a ser maior ou menor, sendo diretamente proporcional a demanda. Em outras palavras, todos os substratos continuam a fornecer energia, porém quanto maior a intensidade e solicitação imediata de substrato energético durante o exercício, maior a contribuição do metabolismo dos carboidratos. O que isso quer dizer? Ora, sendo a solicitação imediata e intensa, serão recrutadas as fontes de energia mais prontamente disponíveis. Estas fontes são o sistema ATP-CP e glicólise anaeróbia. Tais fontes são limitadas e levam o organismo rapidamente a fadiga, porém ainda assim não trabalham única e exclusivamente, sendo assistidas em menor grau percentual pelos demais sistemas bioenergéticos. A diferença é que elas passam a ser a fonte prioritária de energia, produzindo grande acidez que não consegue ser compensada pelo metabolismo aeróbio. Para determinar estes pontos, foram criadas duas zonas que distinguem a predominância dos metabolismos anaeróbio e aeróbio. A essas zonas de esforço damos o nome de limiar de lactato (ou limiar 1) e limiar anaeróbio (ou limiar 2). No primeiro,  há um aumento da participação do sistema anaeróbio, porém não tão significativo a ponto de  comprometer o sistema aeróbio.  O segundo limiar (limiar anaeróbio) ocorre quando a contribuição de energia passa a ser predominante do sistema anaeróbio, e há um aumento expressivo da produção de lactato. A faixa que compreende estes 2 pontos denomina-se Faixa de Compensação Ventilatória.  Significa dizer que além do limiar anaeróbio, a produção de lactato (proveniente do predomínio do metabolismo anaeróbio) não pode ser mais compensada, gerando assim, grande acidez metabólica e, consequentemente, fadiga. Note que quanto mais treinado o individuo, mais distantes estarão estes limiares, e por conseguinte, será maior a predominância aeróbia durante a atividade.

Deve-se então, ajustar a intensidade do exercício, para que não ultrapassemos estes limiares, especialmente o limiar anaeróbio, onde a oxidação das gorduras é mínima. Como modular esta intensidade? Uma das melhores maneiras de fazer isto é controlar os batimentos cardíacos. Verificar a freqüência durante o exercício é uma das formas mais fáceis de controlar a intensidade. Freqüências acima de 75% a 80% da máxima não são ideais para o metabolismo aeróbio. A faixa ideal seria algo em torno de 65% a 75% da Fc máx. Observe no gráfico abaixo a diminuição da utilização de gorduras a medida que se aumenta a intensidade do exercício.

Imagem Anexada: curva-utilizacao-gordura.gif

AUMENTO DO VO² MAX. E DOS LIMIARES

Porém, de uma forma ou de outra, mesmo assim os carboidratos ainda serão a maior fonte de energia nos momentos iniciais do exercício aeróbio, pois eles também são oxidados neste tipo de metabolismo (a molécula de glicose é a única a ser utilizada desde o citoplasma até a cadeia transportadora de elétrons) o que leva alguns a confundirem metabolismo oxidativo com oxidação dos lipídios - Muito cuidado!

Depois de um certo tempo de duração, é que a contribuição das gorduras passará a ser predominante. Esta variação de tempo  tende a ser maior para destreinados, o que reforça a melhor utilização de gorduras pelos indivíduos treinados. Desta forma, percebe-se a importância do condicionamento prévio para otimizar a oxidação dos ácidos graxos no exercício aeróbio. Uma das formas de melhorar este condicionamento seria iniciar sua preparação com inclusão de aeróbios realizados em outro período do dia, e não em jejum! Note que a intenção é promover uma melhora na capacidade ventilatória e assim tornar mais eficiente o sistema oxidativo. Esta é a razão de toda essa explicação prévia. Você deve se CONDICIONAR para otimizar a utilização da gordura como fonte de energia.

AMINOÁCIDOS E OFERTA DE ENERGIA

Aminoácidos também podem ser utilizados como fonte energética para atender a demanda do treinamento aeróbio, mas sua participação está intimamente relacionada com o estado nutricional do individuo, bem como seu balanço nitrogenado (índice que indica perda de uréia como sinal da quebra de aminoácidos). Durante o jejum prolongado, ocorre um processo no tecido muscular denominado transaminação, onde os aminoácidos são convertidos em um outro aminoácido específico, a alanina. Esta, por sua vez, migra através da corrente sanguínea até o fígado, onde sofrerá um processo chamado desaminação. Após esta reação, o que sobrará de sua cadeia carbonada será convertido em glicose para reestabeler a glicemia ou simplesmente para atender a necessidade energética da musculatura específica, enquanto o resto é excretado na forma de uréia. Excreção de uréia, como mencionado acima, pode ser indicativo de CATABOLISMO muscular. Este processo pode atender até 15% da necessidade de energia. Alguns autores sugerem que sejam suplementados aminoácidos antes da atividade aeróbia em jejum, especificamente os BCAAs, notadamente por sua facilidade em fornecer energia por sua contribuição tanto glicogênica quanto cetogênica.

RESTRIÇÕES DE CARBOIDRATO E QUEIMA DE GORDURA

Estudos demonstram que dietas com restrições de carboidrato podem contribuir para um aumento da utilização de lipídeos como fonte energética, através do incremento da secreção de hormônios lipolíticos como glucagon, cortisol, adrenalina e GH. Este quadro é influenciado pela diminuição da secreção de insulina, favorecendo a ação da lipase sensível a hormônio (responsável pela quebra do triglicerídeo).  Entretanto, esta restrição não deve ser tão severa a ponto de se cortar COMPLETAMENTE os carboidratos da dieta. Caso isto aconteça, haverá produção deficiente de oxaloacetato (desencadeador do ciclo de Krebs) e poderá haver formação de intermediários do ciclo através de aminoácidos e cetoácidos, gerando mais uma vez catabolismo. Neste caso, seria interessante atentar a restrições programadas de carboidratos e oscilações nas ofertas, no intuito de se evitar um slowdown metabólico.


CONCLUSÕES FINAIS

Afinal, o exercício aeróbio em jejum é ou não uma maneira eficaz de queimar gorduras? Embora alguns autores ainda relutem quanto a eficácia desta pratica, uns advogam que é um poderoso recurso para acelerar a lipólise. Ao que tudo indica, pode sim, ser um aliado poderoso na luta contra as gorduras. Entretanto, devemos atentar para as questões abordadas no decorrer deste artigo e observar as variáveis que podem contribuir para esta estratégia ser realmente produtiva. LEMBRE-SE: não levante num belo dia e comece a fazer aeróbios em jejum porque ouviu fulano comentar na academia ou porque leu na revista que determinado atleta se beneficiou deste recurso. É necessária toda uma programação quanto ao treinamento e ao plano alimentar e uma completa adaptação metabólica para que a coisa possa realmente funcionar. Portanto, pesquise bastante… e na dúvida, pesquise mais ainda!

BONS TREINOS E ATÉ A PRÓXIMA!!!

Referências:

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